Química · ligações químicas · regra do octeto
Por terem camada de valência completa, alta energia de ionização e afinidade eletrônica praticamente nula, considerou-se por muito tempo que os gases nobres não formariam compostos químicos. Porém, em 1962, foi realizada com sucesso a reação entre o xenônio (camada de valência 5s² 5p⁶) e o hexafluoreto de platina e, desde então, mais compostos novos de gases nobres vêm sendo sintetizados. Tais compostos demonstram que não se pode aceitar acriticamente a regra do octeto, na qual se considera que, numa ligação química, os átomos tendem a adquirir estabilidade assumindo a configuração eletrônica de gás nobre. Dentre os compostos conhecidos, um dos mais estáveis é o difluoreto de xenônio, no qual dois átomos do halogênio flúor (camada de valência 2s² 2p⁵) se ligam covalentemente ao átomo de gás nobre para ficarem com oito elétrons de valência. Ao se escrever a fórmula de Lewis do composto de xenônio citado, quantos elétrons na camada de valência haverá no átomo do gás nobre?
6
8
10
12
14
O xenônio já tem 8 elétrons de valência. Ao se ligar a dois flúor, ganha mais 2 compartilhados: fica com 10, além do octeto.
Por que a C é a certa
O xenônio tem 8 elétrons na camada de valência (5s² 5p⁶). No XeF₂, ele forma duas ligações covalentes simples, uma com cada flúor. Cada ligação acrescenta à volta dele um elétron vindo do flúor. Na fórmula de Lewis, o xenônio fica com as duas ligações (4 elétrons) e três pares não ligantes (6 elétrons): 10 elétrons na camada de valência, além do octeto.
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