Linguagens · humor · canção
Seu delegado Eu sou viúvo e tenho um filho homem Arrumei uma viúva e fui me casar A minha sogra era muito teimosa Com o meu filho foi se matrimoniar Desse matrimônio nasceu um garoto Desde esse dia que eu ando é louco Esse garoto é filho do meu filho E o filho da minha sogra é irmão da minha mulher Ele é meu neto e eu sou cunhado dele A minha nora é minha sogra Meu filho meu sogro é Nessa confusão já nem sei quem sou Acaba esse garoto sendo meu avô. TRIO FORROZÃO. Agitando a rapaziada. Rio de Janeiro: Natasha Records, 2009. Nessa letra da canção, a suposição do último verso sinaliza a intenção do autor de
ironizar as relações familiares modernas
reforçar o humor da situação representada
expressar perplexidade em relação ao parente
atribuir à criança a causa da dúvida existencial
questionar os lugares predeterminados da família
Os casamentos embaralham tanto os parentescos que o eu lírico acaba neto do próprio neto. O absurdo do último verso fecha a piada.
Por que a B é a certa
O eu lírico casa com uma viúva, e a sogra dele casa com o filho dele. Os parentescos se embaralham: o filho do filho é cunhado dele, a nora é a sogra, o filho é o sogro. A confusão cresce verso a verso até o absurdo final: o garoto acaba sendo avô do narrador. A suposição do último verso é o clímax cômico e reforça o humor da situação.
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Precisava saber