Filosofia · empirismo · Hume
Adão, ainda que supuséssemos que suas faculdades racionais fossem inteiramente perfeitas desde o início, não poderia ter inferido da fluidez e transparência da água que ela o sufocaria, nem da luminosidade e calor do fogo que este poderia consumi-lo. Nenhum objeto jamais revela, pelas qualidades que aparecem aos sentidos, nem as causas que o produziram, nem os efeitos que dele provirão; e tampouco nossa razão é capaz de extrair, sem auxílio da experiência, qualquer conclusão referente à existência efetiva de coisas ou questões de fato. HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Unesp, 2003.
Segundo o autor, qual é a origem do conhecimento humano?
A potência inata da mente
A revelação da inspiração divina
O estudo das tradições filosóficas
A vivência dos fenômenos do mundo
O desenvolvimento do raciocínio abstrato
Nem Adão, com a razão perfeita, saberia que a água afoga ou o fogo queima sem experimentar: o conhecimento vem da experiência.
Por que a D é a certa
Hume diz que nem Adão, com uma razão perfeita desde o início, poderia saber, só olhando a água e o fogo, que um o sufocaria e o outro o queimaria. Nenhum objeto revela suas causas ou efeitos pelas qualidades que mostra aos sentidos, e a razão não chega a nada sobre fatos sem a ajuda da experiência. Para Hume, o conhecimento nasce da vivência do mundo.
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