História · Madeira-Mamoré · modernização · trabalhadores
Na construção da ferrovia Madeira-Mamoré, o que dizer dos doentes, eternos moribundos a vagar entre delírios febris, doses de quinino e corredores da morte? O Hospital da Candelária era santuário e túmulo, monumento ao progresso científico e preâmbulo da escuridão. Foi ali, com suas instalações moderníssimas, que médicos e sanitaristas dirigiram seu combate aos males tropicais. As maiores vítimas, contudo, permaneceriam na sombra à margem do palco, cobaias sem consolo, credores sem nome de uma sociedade que não lhes concedera tempo algum para ser decifrada. FOOT HARDMAN, F. Trem fantasma: modernidade na selva. São Paulo: Cia. das Letras, 1988 (adaptado). No texto, há uma crítica ao modo de ocupação do espaço amazônico pautada na
discrepância entre engenharia ambiental e equilíbrio da fauna
incoerência entre maquinaria estrangeira e controle da floresta
incompatibilidade entre investimento estatal e proteção aos nativos
competição entre farmacologia internacional e produtos da fitoterapia
contradição entre desenvolvimento nacional e respeito aos trabalhadores
O hospital da ferrovia era monumento ao progresso, mas as maiores vítimas ficavam na sombra, sem nome: o progresso custou os trabalhadores.
Por que a E é a certa
A ferrovia Madeira-Mamoré era obra de modernização, e o Hospital da Candelária, com instalações moderníssimas, é chamado de monumento ao progresso científico. Mas o texto diz que as maiores vítimas, os doentes que vagavam entre febres e quinino, ficaram na sombra, como cobaias sem consolo e credores sem nome. A crítica opõe o desenvolvimento à vida dos trabalhadores sacrificados.
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