Linguagens · rap e cultura indígena · manifestações artísticas contemporâneas
O mais antigo grupo de rap indígena do país, Brô MCs, surgiu em 2009, na aldeia Jaguapiru, em Dourados, Mato Grosso do Sul. Os integrantes conheceram o rap pelo rádio, ouvindo um programa que apresentava cantores e grupos brasileiros desse gênero musical. O Brô MCs conseguiu influenciar outros a fazerem rap e a lutarem pelas causas indígenas. Um dos nomes do movimento, Kunumí MC, é um jovem de 16 anos, da aldeia Krukutu, em São Paulo. O adolescente enxerga o rap como uma cultura da defesa e começou a fazer rimas quando percebeu que a poesia, pela qual sempre se interessou, podia virar música. Nas letras que cria, inspiradas tanto pelo rap quanto pelos ritmos indígenas, tenta incluir sempre assuntos aos quais acha importante dar voz, principalmente, a questão da demarcação de terras. Disponível em: www.correiobraziliense.com.br. Acesso em: 13 nov. 2021 (adaptado).
O movimento rap dos povos originários do Brasil revela o(a)
fusão de manifestações artísticas urbanas contemporâneas com a cultura indígena
contraposição das temáticas socioambientais indígenas às questões urbanas
rejeição da indústria radiofônica às músicas indígenas
distanciamento da realidade social indígena
estímulo ao estudo da poesia indígena
Jovens indígenas fazem rap misturando o gênero urbano aos ritmos e às causas dos seus povos: uma fusão de culturas.
Por que a A é a certa
O rap é um gênero urbano contemporâneo, e o texto mostra jovens de aldeias que o adotaram para falar das próprias causas. As letras de Kunumí MC são "inspiradas tanto pelo rap quanto pelos ritmos indígenas" e tratam da demarcação de terras. O movimento junta as duas coisas: a forma artística urbana e a cultura e a luta indígenas.
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