Geografia · urbanização e degradação ambiental · mangues urbanos
O masseiro, a mulher, e quatro filhos, dormindo numa tapera de quatro paredes de caixão, coberta de zinco. A água do mangue, na maré cheia, ia dentro de casa. Os maruins de noite encalombavam o corpo dos meninos. O mangue tinha ocasião que fedia, e os urubus faziam ponto por ali atrás dos petiscos. Perto da rua lavavam couro de boi, pele de bode para o curtume de um espanhol. Morria peixe envenenado, e quando a maré secava, os urubus enchiam o papo, ciscavam a lama, passeando banzeiros pelas biqueiras dos mocambos no Recife. RÊGO, J. L. O moleque Ricardo. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1966 (adaptado).
A aglomeração urbana representada no texto resulta em
conservação do meio rural
crescimento da vegetação ciliar
interferência do espaço geográfico
equilíbrio do ambiente das cidades
controle da proliferação dos animais
Mocambos sobre o mangue, couro lavado no rio, peixe envenenado e urubus: a ocupação urbana alterou e degradou o espaço natural.
Por que a C é a certa
O texto descreve casas improvisadas sobre o mangue do Recife, onde "a água do mangue, na maré cheia, ia dentro de casa". Perto dali lavavam couro para um curtume, e "morria peixe envenenado". Os urubus se juntam atrás dos restos. A aglomeração de gente e de atividades mudou o ambiente natural: é a interferência no espaço geográfico.
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