História · expansão marítima europeia · crise florestal · transição para a Idade Moderna
Os séculos XV e XVI, quando se vão desmoronando as estruturas socioeconômicas da Idade Média perante os novos imperativos da Época moderna, constituem um momento-chave na história florestal de toda a Europa Ocidental. Abre-se, genericamente, um longo período de “crise florestal”, que se manifesta com acuidade nos países onde mais se desenvolvem as atividades industriais e comerciais. As necessidades em produtos lenhosos aumentam drasticamente com o crescimento do consumo nos mercados urbanos e nas regiões onde progridem a metalurgia e a construção naval, além da sua utilização na vida quotidiana de toda a população. DEVY-VARETA, N. Para uma geografia histórica da floresta portuguesa. Revista da Faculdade de Letras — Geografia, n. 1, 1986 (adaptado).
Qual acontecimento do período contribuiu diretamente para o agravamento da situação descrita?
O processo de expansão marítima
A eclosão do renascimento cultural
A concretização da centralização política
O movimento de reformas religiosas
A manutenção do sistema feudal
Nos séculos XV e XVI, a madeira faltou porque cresceram a metalurgia e a construção naval: a expansão marítima consumia florestas.
Por que a A é a certa
O texto diz que a demanda por madeira subiu "nas regiões onde progridem a metalurgia e a construção naval". Nos séculos XV e XVI, a Europa Ocidental, com Portugal na frente, lançou-se às Grandes Navegações. Cada caravela e cada nau exigia grande quantidade de madeira, e o comércio ultramarino fazia crescer as cidades e o consumo. A expansão marítima agravou diretamente a crise florestal.
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