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Já ouvi gente falando que o podcast é o renascimento do rádio. O rádio é genial, uma mídia imorredoura, mas podcast não tem nada a ver com ele. O formato está mais próximo do ensaio literário do que de um programa de ondas curtas, médias ou longas. Podcasts são antípodas das redes sociais. Enquanto elas são dispersivas, levam à evasão e à desinformação, os podcasts são uma possibilidade de imersão, concentração, aprendizado. Depois que eles surgiram, lavar a louça e me locomover pela cidade viraram um programaço. Um pós-almoço de domingo e aprendo tudo sobre bonobos e gorilas. Um táxi pro aeroporto e chego ao embarque PhD em reforma tributária. PRATA, A. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 7 jan. 2024 (adaptado). Segundo a argumentação construída nesse texto, o podcast
provoca dispersão da atenção em seu público
funciona por meio de uma frequência de ondas curtas
propicia divulgação de conhecimento para seus usuários
tem um formato de interação semelhante ao das redes sociais
constitui uma evolução na transmissão de informações via rádio
Para o autor, o podcast não é rádio renascido nem rede social: é imersão e aprendizado, como mostram os exemplos do dia a dia.
Por que a C é a certa
O autor separa o podcast de duas coisas. Do rádio: o formato estaria mais perto do ensaio literário. Das redes sociais: elas dispersam, enquanto os podcasts são "uma possibilidade de imersão, concentração, aprendizado". Os exemplos fecham o argumento: num pós-almoço ele aprende sobre bonobos e gorilas, numa corrida de táxi chega "PhD em reforma tributária". O podcast leva conhecimento a quem o ouve.
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Precisava saber