Linguagens · redes sociais · racismo algorítmico · argumentação com dados
Influenciadores negros têm recorrentemente chamado a atenção para o fato de terem muito menos repercussão em suas postagens e nas entregas do seu conteúdo quando comparados com os influenciadores brancos, mesmo se fotos, contextos e anúncios forem extremamente semelhantes. Segundo o site Negrê, a digital influencer e youtuber criadora do projeto digital Preta Pariu iniciou um experimento em uma plataforma. Após perceber a crescente queda nos índices de alcance digital, a paulista publicou fotografias de modelos brancas em seu perfil e analisou as métricas de engajamento. Surpreendentemente, a ferramenta de estatísticas aferiu um aumento de 6 000% em seu alcance. Disponível em: https://diplomatique.org.br. Acesso em: 21 jan. 2024 (adaptado). A apresentação do dado estatístico ao final desse texto revela a intenção de
demonstrar a repercussão de projetos como o Preta Pariu
informar o quantitativo de postagens da comunidade negra
potencializar o alcance de textos e imagens em sites como o Negrê
exaltar a qualidade das publicações sobre negritude em redes sociais
comprovar a relação entre o alcance de conteúdos digitais e o viés racial
Ao publicar fotos de modelos brancas no perfil, a influenciadora viu o alcance subir 6 000%. O número prova o viés racial no alcance.
Por que a E é a certa
O texto começa com uma suspeita: influenciadores negros têm muito menos repercussão que brancos, mesmo com conteúdo parecido. Para testá-la, a criadora do Preta Pariu publicou fotos de modelos brancas e mediu o engajamento: "um aumento de 6 000%". O dado no fim funciona como prova da suspeita inicial: o alcance do conteúdo depende da cor de quem aparece nele.
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