Filosofia · finitude · existencialismo · literatura e filosofia
Eu sentia falta do futuro. É claro que eu sabia, muito mesmo antes da recorrência dele, que nunca envelheceria. Era muito provável que eu nunca mais fosse ver o oceano de uma altura de trinta mil pés de novo, uma distância tão grande que não dá nem para distinguir as ondas, nem nenhum barco, de um jeito que faz o oceano parecer um enorme e infinito monólito. Eu poderia imaginá-lo. Eu poderia me lembrar dele. Mas não poderia vê-lo de novo, e me ocorreu que a ambição voraz dos seres humanos nunca é saciada quando os sonhos são realizados, porque há sempre a sensação de que tudo poderia ter sido feito melhor e ser feito outra vez. GREEN, J. A culpa é das estrelas. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2012. O texto apresenta uma reflexão da personagem acerca de um problema característico da filosofia contemporânea, que trata da(s)
implicações éticas
finitude humana
limitações da linguagem
pressuposição existencial
objetividade do conhecimento
A personagem sabe que não vai envelhecer nem ver o oceano de novo. Ela reflete sobre o limite da própria vida: a finitude humana.
Por que a B é a certa
A narradora sente "falta do futuro" e sabe que "nunca envelheceria". Pensa no oceano que provavelmente nunca mais verá, e conclui que os desejos humanos nunca se esgotam, porque sempre parece possível fazer melhor e outra vez. A reflexão é sobre o fim, o tempo que acaba e o que ficará por fazer: o problema da finitude humana.
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Precisava saber