Filosofia · ética · altruísmo · crônica de Clarice Lispector
O que eu queria ter sido Um nome para o que sou, importa muito pouco. Importa o que eu gostaria de ser. O que eu gostaria de ser era uma lutadora. Quero dizer, uma pessoa que luta pelo bem dos outros. Isso desde pequena eu quis. Por que foi o destino me levando a escrever o que já escrevi, em vez de também desenvolver em mim a qualidade de lutadora que eu tinha? Em pequena, minha família por brincadeira chamava-me de “a protetora dos animais”. Porque bastava acusarem uma pessoa para eu imediatamente defendê-la. E eu sentia o drama social com tanta intensidade que vivia de coração perplexo diante das grandes injustiças a que são submetidas as chamadas classes menos privilegiadas. LISPECTOR, C. Aprendendo a viver. Rio de Janeiro: Rocco Digital, 2013. A reflexão contida no texto faz referência aos pressupostos de uma doutrina ética representada pelo
estado eudaimônico
referencial hedonista
pensamento altruísta
movimento antiespecista
comportamento pragmático
Clarice queria ter sido "uma pessoa que luta pelo bem dos outros": defendia quem era acusado e sofria com as injustiças. É o altruísmo.
Por que a C é a certa
A autora diz que o que gostaria de ser era uma lutadora, e explica: uma pessoa que luta pelo bem dos outros. Desde pequena defendia quem fosse acusado e sentia com intensidade as injustiças sofridas pelos menos privilegiados. Pôr o bem dos outros como fim da própria ação é o pressuposto do altruísmo.
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Precisava saber