Filosofia · fenomenologia · conhecimento e corpo
TEXTO I Os meus pensamentos são todos sensações. Penso com os olhos e com os ouvidos E com as mãos e os pés E com o nariz e a boca. PESSOA, F. O guardador de rebanhos – IX. In: GALHOZ, M. A. (Org.). Obras poéticas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1999 (fragmento). TEXTO II Tudo aquilo que sei do mundo, mesmo por ciência, eu o sei a partir de uma visão minha ou de uma experiência do mundo sem a qual os símbolos da ciência não poderiam dizer nada. MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da percepção. São Paulo: Martins Fontes, 1999 (adaptado). Os textos mostram-se alinhados a um entendimento acerca da ideia de conhecimento, numa perspectiva que ampara a
anterioridade da razão no domínio cognitivo
confirmação da existência de saberes inatos
valorização do corpo na apreensão da realidade
verificabilidade de proposições no campo da lógica
possibilidade de contemplação de verdades atemporais
Pessoa pensa com olhos, mãos e pés; Merleau-Ponty diz que todo saber parte da experiência do mundo: o corpo no conhecer.
Por que a C é a certa
No Texto I, o eu lírico diz que seus pensamentos são sensações e que pensa com os olhos, os ouvidos, as mãos, os pés, o nariz e a boca. No Texto II, Merleau-Ponty afirma que tudo o que se sabe do mundo, até pela ciência, parte de uma visão e de uma experiência própria do mundo. Os dois põem o corpo e os sentidos na origem do conhecimento.
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Precisava saber