Química · oxirredução · ozônio
Durante o ano de 2020, impulsionado pela necessidade de respostas rápidas e eficientes para desinfectar ambientes de possíveis contaminações com o SARS-CoV-2, causador da covid-19, diversas alternativas foram buscadas para os procedimentos de descontaminação de materiais e ambientes. Entre elas, o uso de ozônio em meio aquoso como agente sanitizante para pulverização em humanos e equipamentos de proteção em câmaras ou túneis, higienização de automóveis e de ambientes fechados e descontaminação de trajes. No entanto, pouca atenção foi dada à toxicidade do ozônio, à formação de subprodutos, ao nível de concentração segura e às precauções necessárias. LIMA, M. J. A.; FELIX, E. P.; CARDOSO, A. A. Aplicações e implicações do ozônio na indústria, ambiente e saúde. Química Nova, n. 9, 2021 (adaptado). O grande risco envolvido no emprego indiscriminado dessa substância deve-se à sua ação química como
catalisador
oxidante
redutor
ácido
base
O ozônio é um oxidante forte: o que o faz matar microrganismos também ataca as vias respiratórias e os tecidos de quem é exposto.
Por que a B é a certa
O ozônio, O₃, é um oxidante forte: retira elétrons das substâncias com que reage. É essa ação que destrói microrganismos, e é a mesma que ataca tecidos vivos, como os das vias respiratórias e dos olhos, de quem é pulverizado ou respira o gás. Usado sem controle de concentração, o oxidante que desinfeta também lesa.
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