Linguagens · música erudita e popular · manifestações culturais
O sol começa a descer por trás da vegetação da Ilha da Restinga, na outra margem do rio Paraíba, colorindo o céu de amarelo, laranja e lilás. Então se ouvem as primeiras notas do Bolero, do compositor francês Maurice Ravel, executadas pelo saxofonista Jurandy. É assim o pôr do sol da praia do Jacaré, em Cabedelo (Grande João Pessoa). Depois do Bolero, Jurandy toca Asa branca, de Luiz Gonzaga, e Meu sublime torrão, de Genival Macedo, espécie de hino não oficial da Paraíba. PINHEIRO, A. Sol se põe embalado pelo Bolero de Ravel. Disponível em: http://tools.folha.com.br. Acesso em: 16 set. 2012 (adaptado).
A interpretação musical de Jurandy do Sax, codinome de José Jurandy Félix, apresenta um repertório caracterizado pela
inter-relação de referenciais estéticos aparentemente distanciados
valorização de músicas que revelam mensagens de serenidade
consagração do repertório erudito como cultura dominante
iniciativa de estímulo à vocação turística da cidade
divisão hierárquica entre gêneros e estilos musicais
No mesmo pôr do sol, o saxofonista toca Ravel e depois Luiz Gonzaga: o erudito europeu e o popular nordestino lado a lado.
Por que a A é a certa
O repertório começa com o Bolero, de um compositor francês, e segue com Asa branca, de Luiz Gonzaga, e com uma espécie de hino não oficial da Paraíba. São referências que parecem distantes: música erudita europeia e música popular regional. O saxofonista as põe em sequência, no mesmo momento, sem separação. Isso é a inter-relação de referenciais estéticos aparentemente distanciados.
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