Filosofia · ética · perdão · Paul Ricoeur
Quem se mete pelo caminho do pedido de perdão deve estar pronto a escutar uma palavra de recusa. Entrar na atmosfera do perdão é aceitar medir-se com a possibilidade sempre aberta do imperdoável. Perdão pedido não é perdão a que se tem direito [devido]. É com o preço destas reservas que a grandeza do perdão se manifesta. RICOEUR, P. O perdão pode curar. Disponível em: www.lusosofia.net. Acesso em: 14 out. 2019.
A reflexão sobre o perdão apresentada no texto encontra fundamento na(s)
rejeição particular amparada pelo desejo de poder
decisão subjetiva determinada pela vontade divina
liberdade mitigada pela predestinação do espírito
escolhas humanas definidas pelo conhecimento empírico
relações interpessoais mediadas pela autonomia dos indivíduos
Quem pede perdão pode ouvir um não: o perdão não é direito, depende da decisão livre do outro. É uma relação entre pessoas autônomas.
Por que a E é a certa
Ricoeur diz que quem pede perdão "deve estar pronto a escutar uma palavra de recusa", porque "perdão pedido não é perdão a que se tem direito". O perdão envolve duas pessoas, quem pede e quem pode conceder, e depende da escolha livre de quem foi ofendido. É uma relação interpessoal, e cada lado decide por si: a autonomia dos indivíduos.
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Precisava saber