Filosofia · injustiça epistêmica · preconceito · credibilidade
Os grupos dominantes são beneficiados em termos de credibilidade e podem, com isso, controlar falas de membros de outros grupos, descredibilizando seus testemunhos com base em concepções compartilhadas de preconceito de identidade (gênero e raça). Algumas formas de preconceito tornam as declarações das pessoas menos importantes devido ao seu pertencimento a determinado grupo social. Assim, um falante recebe menos credibilidade devido ao preconceito do ouvinte. KUHNEN, T. Resenha de The Power and Ethics of Knowing, de Miranda Fricker. Revista Princípios, n. 33, 2013. Com base na reflexão suscitada no texto, o preconceito de identidade é responsável por um tipo de injustiça
estética, que normatiza os padrões corporais
sensorial, que privilegia as habilidades visuais
afetiva, que impede as expressões emocionais
epistêmica, que prejudica as trocas informacionais
econômica, que perpetua as desigualdades materiais
O preconceito faz o ouvinte dar menos crédito ao que alguém diz por causa do grupo a que pertence. É injustiça no conhecimento: epistêmica.
Por que a D é a certa
O texto trata de credibilidade: grupos dominantes podem descredibilizar "seus testemunhos", e "um falante recebe menos credibilidade devido ao preconceito do ouvinte". O dano é à pessoa como fonte de conhecimento: o que ela diz vale menos por quem ela é. Isso prejudica a troca de informações e é chamado de injustiça epistêmica, ligada ao conhecimento.
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