Filosofia · metafísica · dualismo corpo e alma · Foucault
A alma funciona no meu corpo de maneira maravilhosa. Nele se aloja, certamente, mas sabe bem dele escapar: escapa para ver as coisas através da janela dos meus olhos, escapa para sonhar quando durmo, para sobreviver quando morro. Minha alma durará muito tempo e mais que muito tempo, quando meu corpo vier a apodrecer. Viva minha alma! É meu corpo luminoso, purificado, virtuoso, ágil, móvel, tépido, viçoso; é meu corpo liso, castrado, arredondado como uma bolha de sabão. FOUCAULT, M. O corpo utópico, as heterotopias. São Paulo: Edições N-1, 2013. Esse texto reforça uma concepção metafísica clássica que remete a um(a)
pressuposto lógico
pensamento dicotômico
contemplação da natureza
raciocínio argumentativo
crítica à individualidade
A alma mora no corpo, mas escapa dele e sobrevive quando ele apodrece. Corpo e alma são duas coisas separadas: um pensamento dicotômico.
Por que a B é a certa
O texto separa corpo e alma. A alma se aloja no corpo, "mas sabe bem dele escapar": para ver, para sonhar, para sobreviver à morte. E durará "quando meu corpo vier a apodrecer". Corpo mortal de um lado, alma duradoura e luminosa de outro: é a divisão em duas partes opostas que marca a metafísica clássica, um pensamento dicotômico.
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Precisava saber