Filosofia · indução · filosofia da ciência · o peru de Russell
Bertrand Russell conta a história de um peru que descobrira, em sua primeira manhã na fazenda de perus, que fora alimentado às 9 da manhã. Contudo, ele não tirou conclusões apressadas. Esperou até recolher um grande número de observações do fato de que era alimentado às 9 da manhã e fez essas observações sob uma ampla variedade de circunstâncias, às quartas e quintas-feiras, em dias quentes e dias frios, em dias chuvosos e dias secos. A cada dia acrescentava uma outra proposição de observação à sua lista. Finalmente, sua consciência ficou satisfeita e ele concluiu. “Eu sou alimentado sempre às 9 da manhã”. CHALMERS, A. O que é ciência, afinal? São Paulo: Brasiliense, 1993 (adaptado). Qual tipo de raciocínio corresponde ao padrão de pensamento exibido pelo personagem do texto?
Prático, porque recolhe evidências e recomenda ações
Absoluto, porque busca confirmações e bloqueia refutações
Indutivo, porque observa eventos particulares e infere leis universais
Demonstrativo, porque encadeia premissas e extrai conclusões indubitáveis
Analógico, porque compara diferentes situações e detecta elementos semelhantes
O peru junta muitas observações de que é alimentado às 9h e conclui que sempre será: de casos particulares a uma lei geral, é indução.
Por que a C é a certa
O peru observa o mesmo fato muitas vezes, em dias diferentes e em circunstâncias variadas, e a partir dessas observações particulares conclui uma regra geral: "Eu sou alimentado sempre às 9 da manhã". Partir de muitos casos observados para uma lei universal é o raciocínio indutivo.
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