História · Brasil colonial · povos tupis · olhar europeu sobre os indígenas
Entre esses preconceitos estava o canibalismo. A prática não era, porém, uma mentira, uma invenção europeia, mas um ritual controlado por regras. Entre os tupis, por exemplo, os guerreiros se sentiam honrados quando morriam em um banquete canibal. Para os europeus, no entanto, comer carne humana era abominável, pois nem mesmo os leões ingeriam seus semelhantes. Portanto, para os conquistadores, o canibalismo era sinônimo de barbarismo e da incapacidade de se autogovernar. RAMINELLI, R. Canibalismo para alemão ver. In: FIGUEIREDO, L. (Org.). História do Brasil para ocupados. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2013 (adaptado). No texto, europeus e ameríndios atribuíram à prática relatada, respectivamente, o significado de
selvageria — empoderamento
impetuosidade — resistência
fanatismo — humilhação
intolerância — violência
repressão — justiça
Para os europeus, o canibalismo era barbárie; para os tupis, um ritual em que o guerreiro se honrava ao morrer. Selvageria e empoderamento.
Por que a A é a certa
O texto põe os dois olhares lado a lado. Para os tupis, o canibalismo era um ritual com regras, e os guerreiros se sentiam honrados ao morrer num banquete canibal: um ato de prestígio e força. Para os europeus, era abominável, sinônimo de barbarismo e de incapacidade de se governar. Na ordem pedida, europeus e ameríndios: selvageria e empoderamento.
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