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ENEM 2022 · questão 13

Linguagens · inclusão digital · desigualdade social

São vários os fatores, internos e externos, que influenciam os hábitos das pessoas no acesso à internet, assim como nas práticas culturais realizadas na rede. A utilização das tecnologias de informação e comunicação está diretamente relacionada aos aspectos como: conhecimento de seu uso, acesso à linguagem letrada, nível de instrução, escolaridade, letramento digital etc. Os que detêm tais recursos (os mais escolarizados) são os que mais acessam a rede e também os que possuem maior índice de acumulatividade das práticas. A análise dos dados nos possibilita dizer que a falta de acesso à rede repete as mesmas adversidades e exclusões já verificadas na sociedade brasileira no que se refere a analfabetos, menos escolarizados, negros, população indígena e desempregados. Isso significa dizer que a internet, se não produz diretamente a exclusão, certamente a reproduz, tendo em vista que os que mais a acessam são justamente os mais jovens, escolarizados, remunerados, trabalhadores qualificados, homens e brancos. SILVA, F. A. B.; ZIVIANE, P.; GHEZZI, D. R. As tecnologias digitais e seus usos. Brasília; Rio de Janeiro: Ipea, 2019 (adaptado). Ao analisarem a correlação entre os hábitos e o perfil socioeconômico dos usuários da internet no Brasil, os pesquisadores

  1. A

    apontam o desenvolvimento econômico como solução para ampliar o uso da rede

  2. B

    questionam a crença de que o acesso à informação é igualitário e democrático

  3. C

    afirmam que o uso comercial da rede é a causa da exclusão de minorias

  4. D

    refutam o vínculo entre níveis de escolaridade e dificuldade de acesso

  5. E

    condicionam a expansão da rede à elaboração de políticas inclusivas

Resposta: B

A internet reproduz as exclusões do país: quem mais acessa são os mais escolarizados, ricos, homens e brancos. O acesso não é igual.

Por que a B é a certa

Os pesquisadores relacionam o acesso à internet à escolaridade, à renda e a outros fatores sociais. Concluem que a falta de acesso repete as exclusões já vistas no Brasil e que a internet, se não produz a exclusão, a reproduz: os que mais a acessam são os mais jovens, escolarizados, remunerados, homens e brancos. Isso questiona a crença de que o acesso à informação na rede é igualitário.

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